Pois é... Se esperavam que este espaço de maldizer iria atacar com desdém a recém-famosa ASAE, desenganem-se! Aliás, e sem qualquer ironia, temo informar que aqui só vão encontrar argumentos que a defende, promove e até idolatra, e porquê? Expliquemos então...
A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica foi criada através da extinta IGAE (Inspecção-Geral das Actividades Económicas), com mais duas ou três instituições que abrangiam sectores como a segurança alimentar ou os direitos de autor. No fundo, juntou num só organismo uma série de entidades inspectoras ou fiscalizadoras que, até à data da sua criação, existiriam apenas para que aqueles que pertenciam aos sectores em que estas actuavam não pensassem que seria uma balda. Não que não fosse, mas era só para que não pensassem que...
O certo é que, desde a criação da ASAE, estes sectores nunca mais foram os mesmos, em consequência da sua famigerada acção. Desde restaurantes a docas de pesca, de hipermercados a feiras, passando por recintos de espectáculos, praticamente ninguém escapa à sua actuação.
É precisamente aqui que se inicia o meu fascínio por estes senhores. É que, segundo transparece através dos media, com a mesma facilidade com que fecham a “Tasca do Zé Xunga” por ainda usar a colher de pau que, por sinal, já está na família há três gerações, fecham um daqueles grandes hipermercados por falta de condições de armazenamento de produtos alimentares. E a mensagem que passa é que para estes senhores o Zé Xunga, ou o conselho de administração do “Mega” hipermercado, são exactamente a mesma coisa: infractores!
E as feiras? A forma como as cercam e entram por lá dentro limpando tudo o que são piratarias, falsificações e produtos de furtos? Poder-se-á questionar a força e a forma de actuação perante simples feirantes, mas para mim só reforça a admiração que lhes venho a desenvolver. Pois imagine-se que estas actuações seriam em menor número e com maior discrição... O resultado seria que, no meio de milhares de ilegalidades e centenas de infractores, lá apanhariam um ou outro, ficando os restantes com a sensação de que esses foram uns desgraçados que tiveram azar. Mais uma vez, a importância da mensagem e a sua importância como efeito dissuasor seria esquecida.
A verdade é que trouxeram mais que segurança alimentar e económica a este país. No fundo, devolveram um pouco de esperança a um povo que praticamente já não acredita na justiça e que aceita a impunidade de prevaricadores como se já não houvesse nada a fazer. Em nome da lei, foi-nos apresentada aquilo que eu acredito ser uma fórmula para a tal revolução institucional e até social, de que necessitamos, como pão para a boca: “ É dar-lhes, sem dó nem piedade!”, pois o pior que pode acontecer será que, para sobreviver num “pós-ASAE”, será necessário adaptar-se e, para isso, terão que se modernizar, terão de se informar, ou melhor, de se formar, terão de melhorar a qualidade dos produtos e serviços, terão de elevar os seus padrões. Pergunto: será assim tão mau? Não é isso mesmo que queremos?
Sei que os tribunais estão já a começar a entupir, ainda mais, devido ao número de processos criados nestes últimos dois ou três anos. No entanto, alerto para que não se caia no erro de desvalorizar estas acções por causa disso. Devemos, pelo contrário, deixar contaminar todas as restantes entidades que regulam a vida deste país por esta forma de estar.
Por fim, não posso deixar de comentar a valente “charutada” protagonizada pelo presidente da ASAE num casino de Lisboa, dizendo que tal atitude me custou muito a digerir mas, ao mesmo tempo, serve para lembrar que a perfeição é inatingível. Mas podemos tocá-la, se tentarmos sempre atingi-la. Bom, espero também que tenha sido a excepção que confirma a regra.
Nuno Gomes - "Estranha Mente" #004
sexta-feira, 7 de março de 2008
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Man a with Movie Camera
"Man a with Movie Camera" (no original, "Chelovek's kino-apparatom", filme-mudo, Rússia, 1929), de Dziga Vertov (nascido Denis Arkadevich Kaufman), apresenta, nas palavras do próprio, "uma experiência na comunicação cinematográfica dos acontecimentos reais. Sem a ajuda de legendas intercalares, sem a ajuda de um cenário, sem a ajuda de um teatro, sem palco, sem actores. Este trabalho experimental tem o objectivo de criar uma linguagem de cinema absoluta e verdadeiramente internacional baseada no seu total afastamento da linguagem do teatro e da literatura".Dziga consegue cumprir com (quase) todas as suas premissas, dado que o seu filme apresenta uma amplificação do poder do olhar humano, por intermédio de uma câmara móvel que capta acontecimentos da vida real, transformando-os depois, através da expressão da potenciação das imagens e com recurso à montagem, numa sequência não-visível ao olho humano e que foge às convenções cinemáticas de então.
No início do filme, vemos imagens de um público a entrar num auditório preparando-se para assistir à projecção de um filme. Verificamos depois que o filme que essas pessoas se preparam para ver é exactamente o mesmo que estamos a visualizar. O filme que nos é então apresentado (e às pessoas no auditório), mostra imagens de um operador de câmara (Mikhail Kaufman, irmão de Vertov) a preparar-se para registar o movimento da cidade de Odessa e outras desde o nascer do dia, ainda antes de as pessoas saírem às ruas.
Assiste-se à exibição de uma série de 'rituais', tais como o nascimento, o casamento ou a morte: recém-nascidos são mostrados ao mesmo tempo que vemos imagens do sol a iluminar a cidade; imagens de actividades associadas ao trabalho, como telefonistas a fazerem ligações, pessoas a lavarem as ruas e mineiros, intercalam com imagens do homem da câmara de filmar a subir, por exemplo, a uma chaminé (de pensar no esforço físico necessário, dado o conceito de portabilidade das câmaras de então...) para registar o plano picado de uma fábrica. Imagens associadas ao lazer, como pessoas nas praias, pessoas a praticar desporto, a ter cuidados com o corpo, a assistir a uma demonstração de ilusionismo, na feira popular ou numa cervejaria, igualmente intercaladas com imagens do homem da câmara a captar estas imagens.
Após exposição do trabalho de registo vídeo, o filme passeia então por planos de uma mulher (Elizaveta Svilova, esposa de Vertov), na mesa de edição a analisar as imagens registadas em película e a ordená-las numa base de dados, para facilitar a posterior manipulação aquando da fase de montagem.
Somos presenteados por uma densidade de conteúdos composta pela simultaneidade de três níveis: a imagem em si, registada pelo operador de câmara, imagens do operador de câmara a registar essa imagem e a visualização do resultado destes registos na mesa de montagem. O homem da câmara de filmar apercebe-se, à medida que vai registando mais e mais imagens, que o seu olhar é sobremaneira potenciado pelo registo em película dessas imagens e pela posterior possibilidade de manipulação na montagem.
Tudo isto constitui o filme que continuamos a visualizar, juntamente com as pessoas que, desde o início, o visualizam connosco no auditório. Vertov foge à edição-padrão de filmes (selecção e ordenamento de material previamente filmado de acordo com um guião pre-existente), fazendo que o relacionamento, ordenação e re-ordenação dos planos seja o próprio filme. Recorre então, numa modernidade assinalável, a técnicas de montagem como sobre-exposição de imagens, câmara rápida e câmara lenta, congelamento de imagem, 'split screen', reversão e outros. As gravações existentes numa base de dados e dispostas de um modo particular tornam-se uma imagem da vida moderna, ao mesmo tempo que se constituem como um argumento da vida moderna.
Com várias bandas-sonoras aplicadas ao longo de vários anos (Geir Jenssen, Alloy Orchestra, In the Nursery ou Michael Nyman, para citar algumas das mais conhecidas), tive o prazer de assistir, em pleno auge do "Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura" à sonorização ao vivo e em directo da banda de jazz electrónico The Cinematic Orchestra, no Coliseu do Porto. Momento alto da conjugação de cinema e música, foi de um sublime interesse poder apreciar a prestação de uma banda que, com o seu álbum de estreia "Motion", era já referência da minha discoteca com um filme que é hoje referência na minha DVDteca.
Hugo Canossa - "Apreciações" #009
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
4 anos de vida quantificados
Passados os primeiros 4 dos muitos anos que se esperam de vida desta 'coisa' à qual demos o nome de "brakebit.org - produção de conteúdos multimédia", é chegada a altura de uma apreciação quantitativa (a qualitativa deixamos ao critério dos nossos utilizadores) destes quase 1500 dias de existência.
Pioneiros na utilização das tecnologias e possibilidades da então emergente "web 2.0", temos produzido conteúdos optimizados para os diferentes canais de difusão e promoção dos mais variados "artistas", no sentido de estimular os diferentes sentidos do ser humano, essência etimológica da palavra "multimédia".
Os dados abaixo apresentados, compilados às 14h00 do dia 10 de Janeiro de 2008, são indicadores que representam a aceitação e interesse nos conteúdos por nós produzidos.
O portal da brakebit (http://www.brakebit.org/):
29 089 'page views', com visitantes de países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Federação Russa, Dinamarca, Finlândia, Japão, Tailândia, Moçambique, Argentina, Brasil e Estados Unidos da América.
O blog da brakebit.org (http://brakebit.blogspot.com/):
1389 visitas, com leitores de países como Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Bósnia e Herzegovina, Finlândia, Letónia, Angola, Brasil e Estados Unidos da América.
brakebit.org no YouTube (www.youtube.com/brakebit):
100 vídeos, 1286 visitantes, 27 756 visualizações.
brakebit.org no Videolog (www.videolog.tv/brakebit):
100 vídeos, 17 670 visualizações.
DA PIMP SHOW (www.brakebit.org/projectosdapimpshow.htm):
42 noites, 154 horas de emissões audiovisuais.
DA PIMP SHOW no YouTube (www.youtube.com/dapimpshow):
24 vídeos, 982 visitantes, 4049 visualizações.
DA PIMP SHOW no Videolog (www.videolog.tv/dapimpshow):
24 vídeos, 3963 visualizações.
DA PIMP SHOW no Fotolog (www.fotolog.com/dapimpshow):
171 fotos.
DeJarda (www.brakebit.org/audiodejarda.htm):
17 noites, 59 horas de emissões áudio.
DeJarda no YouTube (www.youtube.com/dejarda):
7 vídeos, 434 visitantes, 588 visualizações.
DeJarda no Videolog (www.videolog.tv/dejarda):
7 vídeos, 2367 visualizações.
DeJarda no Fotolog (www.freefotolog.net/dejarda):
42 fotos.
DJ PIMP (www.brakebit.org/audiodjpimp.htm):
49 noites, 177 horas de emissões áudio.
DUPLA INFERNAL no YouTube (www.youtube.com/duplainfernal):
3 vídeos, 229 visitantes, 1743 visualizações.
DUPLA INFERNAL no Videolog (www.videolog.tv/duplainfernal):
3 vídeos, 685 visualizações.
Hugo Canossa no YouTube (www.youtube.com/hugocanossa):
3 vídeos, 229 visitantes, 1743 visualizações.
Hugo Canossa no Videolog (www.videolog.tv/hugocanossa):
3 vídeos, 685 visualizações.
VeJarda (www.brakebit.org/videovejarda.htm):
54 noites, 188 horas de emissões visuais.
VeJarda no YouTube (www.youtube.com/vejarda):
14 vídeos, 294 visitantes, 1016 visualizações.
VeJarda no Videolog (www.videolog.tv/vejarda):
14 vídeos, 2796 visualizações.
Hugo Canossa - "Apreciações" #008
Pioneiros na utilização das tecnologias e possibilidades da então emergente "web 2.0", temos produzido conteúdos optimizados para os diferentes canais de difusão e promoção dos mais variados "artistas", no sentido de estimular os diferentes sentidos do ser humano, essência etimológica da palavra "multimédia".
Os dados abaixo apresentados, compilados às 14h00 do dia 10 de Janeiro de 2008, são indicadores que representam a aceitação e interesse nos conteúdos por nós produzidos.
O portal da brakebit (http://www.brakebit.org/):
29 089 'page views', com visitantes de países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Federação Russa, Dinamarca, Finlândia, Japão, Tailândia, Moçambique, Argentina, Brasil e Estados Unidos da América.
O blog da brakebit.org (http://brakebit.blogspot.com/):
1389 visitas, com leitores de países como Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Bósnia e Herzegovina, Finlândia, Letónia, Angola, Brasil e Estados Unidos da América.
brakebit.org no YouTube (www.youtube.com/brakebit):
100 vídeos, 1286 visitantes, 27 756 visualizações.
brakebit.org no Videolog (www.videolog.tv/brakebit):
100 vídeos, 17 670 visualizações.
DA PIMP SHOW (www.brakebit.org/projectosdapimpshow.htm):
42 noites, 154 horas de emissões audiovisuais.
DA PIMP SHOW no YouTube (www.youtube.com/dapimpshow):
24 vídeos, 982 visitantes, 4049 visualizações.
DA PIMP SHOW no Videolog (www.videolog.tv/dapimpshow):
24 vídeos, 3963 visualizações.
DA PIMP SHOW no Fotolog (www.fotolog.com/dapimpshow):
171 fotos.
DeJarda (www.brakebit.org/audiodejarda.htm):
17 noites, 59 horas de emissões áudio.
DeJarda no YouTube (www.youtube.com/dejarda):
7 vídeos, 434 visitantes, 588 visualizações.
DeJarda no Videolog (www.videolog.tv/dejarda):
7 vídeos, 2367 visualizações.
DeJarda no Fotolog (www.freefotolog.net/dejarda):
42 fotos.
DJ PIMP (www.brakebit.org/audiodjpimp.htm):
49 noites, 177 horas de emissões áudio.
DUPLA INFERNAL no YouTube (www.youtube.com/duplainfernal):
3 vídeos, 229 visitantes, 1743 visualizações.
DUPLA INFERNAL no Videolog (www.videolog.tv/duplainfernal):
3 vídeos, 685 visualizações.
Hugo Canossa no YouTube (www.youtube.com/hugocanossa):
3 vídeos, 229 visitantes, 1743 visualizações.
Hugo Canossa no Videolog (www.videolog.tv/hugocanossa):
3 vídeos, 685 visualizações.
VeJarda (www.brakebit.org/videovejarda.htm):
54 noites, 188 horas de emissões visuais.
VeJarda no YouTube (www.youtube.com/vejarda):
14 vídeos, 294 visitantes, 1016 visualizações.
VeJarda no Videolog (www.videolog.tv/vejarda):
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Hugo Canossa - "Apreciações" #008
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