Passados os primeiros 4 dos muitos anos que se esperam de vida desta 'coisa' à qual demos o nome de "brakebit.org - produção de conteúdos multimédia", é chegada a altura de uma apreciação quantitativa (a qualitativa deixamos ao critério dos nossos utilizadores) destes quase 1500 dias de existência.
Pioneiros na utilização das tecnologias e possibilidades da então emergente "web 2.0", temos produzido conteúdos optimizados para os diferentes canais de difusão e promoção dos mais variados "artistas", no sentido de estimular os diferentes sentidos do ser humano, essência etimológica da palavra "multimédia".
Os dados abaixo apresentados, compilados às 14h00 do dia 10 de Janeiro de 2008, são indicadores que representam a aceitação e interesse nos conteúdos por nós produzidos.
O portal da brakebit (http://www.brakebit.org/):
29 089 'page views', com visitantes de países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Federação Russa, Dinamarca, Finlândia, Japão, Tailândia, Moçambique, Argentina, Brasil e Estados Unidos da América.
O blog da brakebit.org (http://brakebit.blogspot.com/):
1389 visitas, com leitores de países como Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Bósnia e Herzegovina, Finlândia, Letónia, Angola, Brasil e Estados Unidos da América.
brakebit.org no YouTube (www.youtube.com/brakebit):
100 vídeos, 1286 visitantes, 27 756 visualizações.
brakebit.org no Videolog (www.videolog.tv/brakebit):
100 vídeos, 17 670 visualizações.
DA PIMP SHOW (www.brakebit.org/projectosdapimpshow.htm):
42 noites, 154 horas de emissões audiovisuais.
DA PIMP SHOW no YouTube (www.youtube.com/dapimpshow):
24 vídeos, 982 visitantes, 4049 visualizações.
DA PIMP SHOW no Videolog (www.videolog.tv/dapimpshow):
24 vídeos, 3963 visualizações.
DA PIMP SHOW no Fotolog (www.fotolog.com/dapimpshow):
171 fotos.
DeJarda (www.brakebit.org/audiodejarda.htm):
17 noites, 59 horas de emissões áudio.
DeJarda no YouTube (www.youtube.com/dejarda):
7 vídeos, 434 visitantes, 588 visualizações.
DeJarda no Videolog (www.videolog.tv/dejarda):
7 vídeos, 2367 visualizações.
DeJarda no Fotolog (www.freefotolog.net/dejarda):
42 fotos.
DJ PIMP (www.brakebit.org/audiodjpimp.htm):
49 noites, 177 horas de emissões áudio.
DUPLA INFERNAL no YouTube (www.youtube.com/duplainfernal):
3 vídeos, 229 visitantes, 1743 visualizações.
DUPLA INFERNAL no Videolog (www.videolog.tv/duplainfernal):
3 vídeos, 685 visualizações.
Hugo Canossa no YouTube (www.youtube.com/hugocanossa):
3 vídeos, 229 visitantes, 1743 visualizações.
Hugo Canossa no Videolog (www.videolog.tv/hugocanossa):
3 vídeos, 685 visualizações.
VeJarda (www.brakebit.org/videovejarda.htm):
54 noites, 188 horas de emissões visuais.
VeJarda no YouTube (www.youtube.com/vejarda):
14 vídeos, 294 visitantes, 1016 visualizações.
VeJarda no Videolog (www.videolog.tv/vejarda):
14 vídeos, 2796 visualizações.
Hugo Canossa - "Apreciações" #008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Sobreviver a mais um quilómetro
Estranhamente, confronto-me com algo que não consigo perceber: a “caça à multa”. É algo que, para mim, faz tanto sentido como roubar o ar que se respira. É que, segundo me explicaram aqueles que a entendem, não é bem aceite que as autoridades policiais procurem infractores para os autuar... Procurar?... Basta olhar!!!
Todos os dias percorro no meu automóvel cerca de 60kms dentro do distrito do Porto e se há coisa com que me deparo constantemente são infracções ao Código de Estrada: desde o excesso de velocidade às ultrapassagens em linha contínua, passando pelo desrespeito da sinalização, regras ou das mais elementares normas de conduta cívica, é um autêntico “a ver se te avias”, com centenas de veículos a competir, a empurrarem-se, a insultarem-se, a ameaçarem-se, enfim, uma verdadeira selva, onde impera a lei do mais forte... Desculpem, a lei do com mais sorte. E claro, isto tem consequências, que não podiam ser piores... Só temos das piores taxas de sinistralidade da Europa, com números de mortalidade que fazem inveja a qualquer guerra civil, mas isso todos nós sabemos. Agora, o que poucos se aperceberão, é que esta realidade é do interesse ou proveito de alguém. Só pode, senão qual é o sentido de morrerem mais pessoas nas nossas estradas que soldados americanos no Iraque ou Afeganistão? Qual é a lógica de morrerem só no mês de Agosto de 2007 mais de 80 pessoas, e nós sentirmos como se fizesse parte da vida, dizendo mesmo que “quem anda à chuva molha-se”...? No entanto, durante este ano, 6 seguranças de discotecas foram assassinados, e praticamente instalou-se o pânico na opinião pública e até o próprio Presidente da República falou publicamente, dizendo que se deveriam tomar medidas para acabar com o sentimento de insegurança causado por estes assassinatos... Esta é a grande questão: quem, ou o quê, nos impede de ver este genocídio como ele é? Quem ganha com isto? Porque não tomamos medidas drásticas para resolver este flagelo, porque afinal é de uma autêntica carnificina que se trata?!?
Até agora, consegui reunir 3 teorias:
1ª teoria - "Até parece que assim é!!"
Existirá algo sobrenatural e misterioso que, por formas que desconhecemos, consegue manipular-nos de tal forma que, quando nos sentamos ao volante, nos tranforma em máquinas de matar, uma espécie de “Matrix” à portuguesa, onde forças superiores nos programam para quando em contacto com um veículo automóvel (e ao contrário do que seria humanamente expectável) bloquear o lado racional do nosso cérebro e deixar a funcionar apenas com o lado reptiliano? Certamente todos nós já assistimos a acidentes automóveis, nos quais os envolvidos, quando saem das suas viaturas colocam as mãos à cabeça, como que acordando repentinamente de uma hipnose, e perguntando-se: “ O que é que eu estava a fazer?... Onde é que eu estava com a cabeça...?”
2ª teoria - "Sempre tem mais sentido..."
Existe um lóbi secreto que agrega mecânicos, médicos e agentes funerários que, discretamente, controlam a autoridade policial, de forma a impedi-los de actuar, não contribuindo para dissuadir aqueles que todos os dias são responsáveis por fazer crescer a clientela daqueles que controlam o lóbi.
3ª teoria - "A brincar que o digas..."
A Polícia entende que circular nas nossas estradas é extremamente perigoso. Como tal, não quer expor os seus agentes a estes perigos, libertando-os para grandes operações de fiscalização apenas depois das 21:00, quando a grande parte dos condutores já está em casa. Assim conseguem alguma cobertura jornalística, pois a partir dessa hora já poucas coisas acontecem neste país. Durante o dia lá vão passando umas “multitas”, de preferência de estacionamento (desde que não sejam muitas) em locais muito movimentados, como a baixa da cidade e, mais uma vez, para que possam ser vistos por muita gente. Por seu lado, os condutores também conhecem os perigos de circular em Portugal e, como tal, quanto menos tempo passarem na estrada, menos possibilidades têm de morrer nela. Torna-se, por isso, fundamental acelerar o máximo possível para minimizar o tempo de risco. Se possível, devem deixar os carros em cima do passeio de forma a libertarem-se da estrada o mais rapidamente e, se isso não for possível, abandonar o carro em segunda fila, mas nunca procurar um lugar de estacionamento, nem que seja mais longe do nosso destino, pois isso só vai aumentar a probabilidade de sermos atingidos por esse monstro da sinistralidade.
Em jeito de conclusão, que dá sempre um ar intelectual a estas parvoíces pensadas, apelo a todos os que, como eu, acreditam que é mais fácil levar com um carro nas trombas do que com uma bala perdida, que acrescentem teorias e, quiçá, iniciem investigações no intuito de nos libertar deste “Olha, acontece...”
Nuno Gomes - "Estranha Mente" #003
Todos os dias percorro no meu automóvel cerca de 60kms dentro do distrito do Porto e se há coisa com que me deparo constantemente são infracções ao Código de Estrada: desde o excesso de velocidade às ultrapassagens em linha contínua, passando pelo desrespeito da sinalização, regras ou das mais elementares normas de conduta cívica, é um autêntico “a ver se te avias”, com centenas de veículos a competir, a empurrarem-se, a insultarem-se, a ameaçarem-se, enfim, uma verdadeira selva, onde impera a lei do mais forte... Desculpem, a lei do com mais sorte. E claro, isto tem consequências, que não podiam ser piores... Só temos das piores taxas de sinistralidade da Europa, com números de mortalidade que fazem inveja a qualquer guerra civil, mas isso todos nós sabemos. Agora, o que poucos se aperceberão, é que esta realidade é do interesse ou proveito de alguém. Só pode, senão qual é o sentido de morrerem mais pessoas nas nossas estradas que soldados americanos no Iraque ou Afeganistão? Qual é a lógica de morrerem só no mês de Agosto de 2007 mais de 80 pessoas, e nós sentirmos como se fizesse parte da vida, dizendo mesmo que “quem anda à chuva molha-se”...? No entanto, durante este ano, 6 seguranças de discotecas foram assassinados, e praticamente instalou-se o pânico na opinião pública e até o próprio Presidente da República falou publicamente, dizendo que se deveriam tomar medidas para acabar com o sentimento de insegurança causado por estes assassinatos... Esta é a grande questão: quem, ou o quê, nos impede de ver este genocídio como ele é? Quem ganha com isto? Porque não tomamos medidas drásticas para resolver este flagelo, porque afinal é de uma autêntica carnificina que se trata?!?
Até agora, consegui reunir 3 teorias:
1ª teoria - "Até parece que assim é!!"
Existirá algo sobrenatural e misterioso que, por formas que desconhecemos, consegue manipular-nos de tal forma que, quando nos sentamos ao volante, nos tranforma em máquinas de matar, uma espécie de “Matrix” à portuguesa, onde forças superiores nos programam para quando em contacto com um veículo automóvel (e ao contrário do que seria humanamente expectável) bloquear o lado racional do nosso cérebro e deixar a funcionar apenas com o lado reptiliano? Certamente todos nós já assistimos a acidentes automóveis, nos quais os envolvidos, quando saem das suas viaturas colocam as mãos à cabeça, como que acordando repentinamente de uma hipnose, e perguntando-se: “ O que é que eu estava a fazer?... Onde é que eu estava com a cabeça...?”
2ª teoria - "Sempre tem mais sentido..."
Existe um lóbi secreto que agrega mecânicos, médicos e agentes funerários que, discretamente, controlam a autoridade policial, de forma a impedi-los de actuar, não contribuindo para dissuadir aqueles que todos os dias são responsáveis por fazer crescer a clientela daqueles que controlam o lóbi.
3ª teoria - "A brincar que o digas..."
A Polícia entende que circular nas nossas estradas é extremamente perigoso. Como tal, não quer expor os seus agentes a estes perigos, libertando-os para grandes operações de fiscalização apenas depois das 21:00, quando a grande parte dos condutores já está em casa. Assim conseguem alguma cobertura jornalística, pois a partir dessa hora já poucas coisas acontecem neste país. Durante o dia lá vão passando umas “multitas”, de preferência de estacionamento (desde que não sejam muitas) em locais muito movimentados, como a baixa da cidade e, mais uma vez, para que possam ser vistos por muita gente. Por seu lado, os condutores também conhecem os perigos de circular em Portugal e, como tal, quanto menos tempo passarem na estrada, menos possibilidades têm de morrer nela. Torna-se, por isso, fundamental acelerar o máximo possível para minimizar o tempo de risco. Se possível, devem deixar os carros em cima do passeio de forma a libertarem-se da estrada o mais rapidamente e, se isso não for possível, abandonar o carro em segunda fila, mas nunca procurar um lugar de estacionamento, nem que seja mais longe do nosso destino, pois isso só vai aumentar a probabilidade de sermos atingidos por esse monstro da sinistralidade.
Em jeito de conclusão, que dá sempre um ar intelectual a estas parvoíces pensadas, apelo a todos os que, como eu, acreditam que é mais fácil levar com um carro nas trombas do que com uma bala perdida, que acrescentem teorias e, quiçá, iniciem investigações no intuito de nos libertar deste “Olha, acontece...”
Nuno Gomes - "Estranha Mente" #003
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
A importância da leitura para mim...
O som do mar a abraçar a areia da praia ou a afagar as rochas da costa, o chilriar dos passarinhos numa manhã ensolarada de Primavera, o aroma inebriante de um imenso campo florido, o cheiro da chuva na terra, as pequenas e brilhantes gotículas de orvalho nas frágeis folhas das plantas, o primeiro e inevitável sorriso da mãe ao vislumbrar pela primeira vez o seu recém-nascido, o abraço entre dois jovens verdadeiramente apaixonados, o apertar de mãos do casal octagenário, o sabor paradisíaco da nossa sobremesa preferida, a cor da floresta reflectida no rio, a tonalidade do pôr do sol sob o céu limpo, a obra prima acabada de finalizar, o reencontro dos separados, o transpirar químico do amor puro.
O cheque acabado de ser roubado ao pensionista reformado, o bébé raptado da maternidade, o cliente enganado pelo vendedor, o violador absolvido pela justiça dos homens, a morte desonrada, o espelho partido, a voz histérica e esganiçada, a falta de cor do desmaiado, a comida estragada, as promessas em vão, os juramentos quebrados, o asqueroso cheiro do resultado da dor de barriga, a sombra do cimento citadino, o fumo dos escapes urbanos e chaminés industriais, o suor do stress e do medo, a falta de originalidade da música comercial, a mão de obra escrava, a incontornável fome, a doença exclusiva dos pobres, a prepotência dos auto-iluminados, a moda inesclarecida, a guerra físíca e psicológica, o poder do dinheiro.
Tudo isto é literatura porque tudo isto é real e tudo isto é vida. Passível de sentimentos contraditórios e reacções diversas. É assim a literatura. Mas afinal qual é a importância da literatura para mim? (ou para ele?) - interrogar-se-á o leitor destas palavras. Que lhe importa isso? - responderia o autor das mesmas. Será importante para si saber qual a importância da literatura para mim? Não sou um escritor premiado. E se o fosse? E se fosse eu um galardoado com a mais grandiosa distinção literária? Seria isso importante para si? Faria isso com que lesse mais literatura? Ou aumentaria, esse facto, a importância da literatura para si?
É muito mais fácil fazer zapping na televisão ou jogar um joguinho na playstation do que ler. Literatura claro está porque jornais desportivos e revistas cor de rosa vendem-se que nem gomas em frente ao ciclo preparatório.
Não tenho tempo. Não tenho paciência. Já me chega ter de ler as facturas que pago e as letras grandes dos contratos que assino (porque em relação às pequeninas, nem pensar em lê-las) - Dirá uma grande parte dos portugueses, provavelmente uma infeliz maioria mas como vivemos numa democracia...
Quanto a mim, ninguém me encomendou esta prosa e no entanto escrevia e fi-lo com o máximo prazer. É esta a importância da literatura para mim.
Miguel dos Santos - "III Milénio" #002
O cheque acabado de ser roubado ao pensionista reformado, o bébé raptado da maternidade, o cliente enganado pelo vendedor, o violador absolvido pela justiça dos homens, a morte desonrada, o espelho partido, a voz histérica e esganiçada, a falta de cor do desmaiado, a comida estragada, as promessas em vão, os juramentos quebrados, o asqueroso cheiro do resultado da dor de barriga, a sombra do cimento citadino, o fumo dos escapes urbanos e chaminés industriais, o suor do stress e do medo, a falta de originalidade da música comercial, a mão de obra escrava, a incontornável fome, a doença exclusiva dos pobres, a prepotência dos auto-iluminados, a moda inesclarecida, a guerra físíca e psicológica, o poder do dinheiro.
Tudo isto é literatura porque tudo isto é real e tudo isto é vida. Passível de sentimentos contraditórios e reacções diversas. É assim a literatura. Mas afinal qual é a importância da literatura para mim? (ou para ele?) - interrogar-se-á o leitor destas palavras. Que lhe importa isso? - responderia o autor das mesmas. Será importante para si saber qual a importância da literatura para mim? Não sou um escritor premiado. E se o fosse? E se fosse eu um galardoado com a mais grandiosa distinção literária? Seria isso importante para si? Faria isso com que lesse mais literatura? Ou aumentaria, esse facto, a importância da literatura para si?
É muito mais fácil fazer zapping na televisão ou jogar um joguinho na playstation do que ler. Literatura claro está porque jornais desportivos e revistas cor de rosa vendem-se que nem gomas em frente ao ciclo preparatório.
Não tenho tempo. Não tenho paciência. Já me chega ter de ler as facturas que pago e as letras grandes dos contratos que assino (porque em relação às pequeninas, nem pensar em lê-las) - Dirá uma grande parte dos portugueses, provavelmente uma infeliz maioria mas como vivemos numa democracia...
Quanto a mim, ninguém me encomendou esta prosa e no entanto escrevia e fi-lo com o máximo prazer. É esta a importância da literatura para mim.
Miguel dos Santos - "III Milénio" #002
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